Servidores Municipais recusam proposta de reajuste com indicação de greve

Sintrasp recusou 3% de aumento no salário e 25% no Vale alimentação Categoria está sem reajuste desde 2015.
Servidores municipais em frente a Prefeitura Municipal

Os servidores públicos da Prefeitura de Presidente Olegário e o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Presidente Olegário – Sintrasp –seguem  sem chegar a um acordo sobre reajuste salarial.

Nesta quarta-feira (26), o prefeito João Carlos Castilho (PV) recebeu o presidente do Sintrasp, Zé Capeta, e cerca de 40 servidores municipais a grande maioria da área da saúde e manteve a proposta já anunciada anteriormente de 3% no aumento do salário e 25% no vale alimentação, de R$ 120 para R$ 150.

A proposta foi negada novamente e a definição final será discutida em assembleia dos servidores no dia 2 de maio na sede do sindicato. Segundo o presidente Zé Capeta os servidores podem entrar de greve após a assembleia.

Os professores da rede municipal tiveram um reajuste de 6,95% em janeiro deste ano, conforme determina Lei Federal.

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Proposta apresentada ao prefeito João Carlos Castilho

–  Reajuste de 7% parcelado em duas vezes, maio e setembro.

– Vale alimentação de R$ 120 para R$ 300, 150% de aumento.

– Criação da data base.

– Pagamento do vale alimentação para o servidor em gozo de férias e de atestado.

– Inclusão dos servidores inativos no vale alimentação.

– Criação de cesta  básica nutricional para os aposentados.

– Gratificação de 20% para servidor que se deslocar diariamente á zona Rural (auxilio rural).

– Implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) até dezembro de 2017.

– Adicional de insalubridade e periculosidade, contratar profissional para laudo técnico para concessão do adicional de remuneração para atividades penosas e criação de comissão para avaliação de progressão.

Outro lado

Prefeito João Carlos Castilho reunido com os servidores municipais

O governo de João Carlos Castilho (PV) recebeu os servidores na sede da prefeitura e manteve a proposta anunciada. “O valor proposto é o limite ao qual o município pode chegar para manter os compromissos  financeiros, inclusive quanto ao pagamento de salários, décimo terceiro, um terço de férias dos servidores”, disse o prefeito.

Ainda segundo o prefeito a crise que assola o país mostra queda na arrecadação nos últimos três anos. Pelos dados apresentado pelo prefeito em 2015, o município arrecadou R$ 63 milhões, 2016 R$ 60 milhões e a previsão para 2017 é de R$ 54 milhões.

O prefeito disse que estará chegando ao limite de gasto com a folha de pagamento. “Com o reajuste de 3% vamos passar a 53% de gasto com o pessoal, sendo que o limite máximo é de 54%”, explicou o prefeito.

Resposta as reivindicações dos servidores

– 3% de reajuste retroativo a mês de abril.

– No segundo semestre se compromete a rever a posição, e, em estando favorável a situação financeira será concedido um novo aumento.

– A fixação da data base para reajustes do funcionalismo será fixada a data de 1º de março de cada ano.

– Mantém o reajuste de 25% do vale alimentação de R$ 120 para R$ 150.

– Auxílio rural entende não ser cabível tal gratificação, pelo fato de que os servidores ao prestarem seus concursos, tinham conhecimento de que seriam servidores públicos municipais em todo o município.

– O Plano de Cargos e Salários o prefeito reafirma o compromisso de reavaliar, no corrente ano o plano de carreira existente, ficando porém, a implementação da revisão, condicionada à realidade do município.

– O pedido de adicional de insalubridade é  perfeitamente cabível e a prefeitura vai contratar profissionalmente habilitadoa fazer o estudo e fixar locais e funções insalubres ou perigosas.

– A criação de comissão para avaliação de progressão administração considera desnecessária, visto que, a progressão ocorre de acordo com o Plano de Cargo e Carreira.

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