O Tribunal do Júri condenou Celso Marques do Amaral, 38 anos na época do crime por um homicídio a facada. O crime aconteceu no dia 16 de junho de 2019, na Rua Juscelino Kubitschek no centro de Lagoa Grande.
A pena total é de 9 anos de prisão em regime fechado, sem a possibilidade de recorrer em liberdade. Celso Marques do Amaral, esta preso desde o dia 3 de outubro de 2023, ocasião que a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva, foi condenado em júri popular nesta quinta-feira (03).
A sessão, iniciou às 10h no Fórum Deiró Eunápio Borges em Presidente Olegário, com o Conselho de Sentença formado por sete representantes da sociedade, e finalizou por volta das 16h30min. Foram ouvidas testemunhas e o réu. Ao juiz, o denunciado confessou a autoria do crime.
Conforme a denuncia do Ministério Público (MP), Celso Marques do Amaral, imbuído por vontade de matar, agindo por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, desferiu um golpe de faca contra a vítima Josué Magalhães da Silva, de 21 anos. “O denunciado agiu por motivo fútil, o qual consistiu numa discussão de somenos importância com Josué (supostos galanteios de Celso à esposa do tio da vítima) e, ainda, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, colhendo-a de surpresa, à traição”, diz a denuncia do MP.
Na ocasião Celso Marques do Amaral, ceifou a vida de Josué Magalhães da Silva com uma facada no abdômen. Ele fugiu do local do crime o dia 3 de outubro de 2023, pela Polícia Civil que cumpriu mandado de prisão preventiva.
Por essas razões, o acusado foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado. Na acusação atuou o promotor de Justiça Dr. Bruno Rossi que pediu aos jurados a condenação do réu conforme denuncia. A defesa de Celso foi feita pelo advogado Dr. Francisco Massilon Borges Neto, que por sua vez, sustentou, a desclassificação para lesão corporal seguida de morte, homicídio privilegiado, legítima defesa e decote das qualificadoras.
Os jurados após os debates responderam aceitaram em partes a sustentação da defesa, de desclassificação para lesão corporal seguida de morte, homicídio privilegiado, legítima defesa e decote das qualificadoras, todos do Código Penal – CP.
Sendo assim, o juiz que presidiu o Conselho de Sentença Dr. Manoel Carlos de Gouveia Soares Neto anunciou a sentença e condenou Celso Marques do Amaral, a 9 anos de prisão em regime fechado.
Na sentença, o magistrado indeferiu acerca do réu aguardar em liberdade, uma vez que se ele se encontra preso no Sebastião Satiro desde o dia 3 de outubro de 2023, quando a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva. “Tenho que permanece presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva por garantia da ordem pública por risco concreto de reiteração delitiva – reincidência – e assegurar a aplicação da lei penal, o réu chegou a foragir da Justiça”, decidiu o juiz.
O advogado de defesa, Dr. Francisco Massilon Borges Neto disse ao Pohoje, que a defesa se dar por satisfeita e não vai recorrer da sentença. Já o promotor Dr. Bruno Rossi informou que vai analisar dentro do prazo legal se entram com recurso ou não.
Quinto julgamento da pauta do Tribunal no Júri nesta sexta-feira (04/04)
Nesta sexta-feira (04/04), às 9h senta no banco dos réus Ronaldo Marques da Silva, de 44 anos, na época do crime. Ele será julgado por homicídio tentado contra a vítima Ivan dos Santos Pereira, de 31 anos, crime aconteceu no dia 29 de outubro de 2019, na Rua Nossa Senhora da Abadia, no bairro Saltador em Presidente Olegário.
Na ocasião Ronaldo Marques da Silva tentou ceifar a vida de Ivan com 4 disparos de arma de fogo (revólver cal.38). Ele fugiu do local, e foi preso no dia 29 de novembro 2019 pela Polícia Civil que cumpriu mandado de prisão preventiva e ganho liberdade provisória posteriormente.
Conforme a de denuncia do Ministério Público, restou apurado que o denunciado atentou contra a vida da vítima, pois a mesma tem amizade com pessoas as quais o denunciado tem desavenças.
A defesa de Ronaldo, será feita pelo advogado Dr. Dalci Maciel de Oliveira. Réu aguarda o julgamento em liberdade. A acusação é do promotor de Justiça Dr. Bruno Rossi.
Ao Pohoje, o advogado do denunciado, Dr. Dalci Maciel de Oliveira disse que não irá manifestar. “A tese de defesa será apresentada durante o julgamento no Tribunal do Júri”, disse o advogado de defesa.
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