
Um tatu-peba, espécie nativa do Cerrado e considerada vulnerável em diversas regiões, foi encontrado circulando pela Rua Sinhana Clementino, no bairro Saltador, em Presidente Olegário. A presença do animal em área urbana chamou a atenção de um morador, que decidiu agir para evitar que ele fosse atropelado ou sofresse outros riscos.
De acordo com o aposentado Nilson Pinto, o flagrante ocorreu na noite da última terça-feira (7). Ao perceber o tatu caminhando pela rua, ele realizou a captura do animal de forma cuidadosa e registrou o momento em vídeo. “Encontrei o tatu aqui na Sinhana Clementino, próximo à minha casa”, relatou. Clique aqui e veja o vídeo.
Segundo Nilson, o animal não apresentava sinais de ferimentos. Após a captura, ele foi solto em uma área de chácaras nas proximidades do bairro, em um ambiente mais adequado à sua sobrevivência.
O biólogo e professor da Universidade Federal de Viçosa – Campus Rio Paranaíba (UFV-CRP), Marcelo Ribeiro alerta que, embora o tatu seja um animal comum em algumas regiões, sua presença em áreas urbanas pode indicar perda de habitat ou deslocamento em busca de alimento.
“Além disso, é importante destacar que o consumo de carne de tatu pode representar risco à saúde humana, especialmente pela possibilidade de transmissão da hanseníase (lepra), doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae”, explica o biólogo Marcelo Ribeiro.
De acordo com informações do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba, o tatu pode atuar como reservatório de diversas doenças, incluindo a hanseníase, e o risco não está apenas no consumo da carne, mas também no contato direto durante a captura e manejo do animal (https://www.crmvpb.org.br/carne-de-tatu-pode-levar-a-hanseniase-e-outras-doencas/).
A orientação é que, ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas, a população evite o contato direto e acione órgãos ambientais sempre que possível, garantindo a segurança tanto do animal quanto das pessoas.

A Universidade Federal de Viçosa – Campus Rio Paranaíba – (UFV-CRP) desenvolve um projeto de extensão chamado TATUDOBEM, coordenado por Thamires Sousa Martins (Psicopedagoga).
O projeto propõe dialogar de forma dinâmica com a comunidade acadêmica sobre os incômodos emocionais ou relacionais vivenciados no cotidiano dentro da instituição, propondo ações que visam maximizar o bem estar no campus UFV Rio Paranaíba.
O TATUDOBEM possui uma metodologia participativa que valoriza os conhecimentos e experiências dos participantes, envolvendo os na discussão, identificação e busca de soluções para problemas que emergem de suas vidas cotidianas.
Clique aqui para conhecer mais sobre o TATUDOBEM. Você também pode seguir o projeto nas redes sociais neste link.
Colaboraram: Marcelo Ribeiro – Biólogo – Professor da UFV-CRP- e Thamires Sousa Martins (Psicopedagoga) e coordenadora do Projeto TATUDOBEM.














