Mãe denuncia e Ministério Público notifica IEF por capina química

A Promotoria de Justiça de Presidente Olegário pretende evitar o uso indevido de agrotóxicos para o controle plantas no viveiro do Instituto Estadual de Florestas (IEF), ação é conhecida como capina química.

O promotor Dr. Luiz Felipe Leitão notificou o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para enviar informações sobre a utilização de capina química e que o IEF – MG se abstenha de sua utilização em área urbana em razão da nocividade do produto.

A notificação aconteceu depois que a comerciante Carla Adriana de Deus Galvão denunciou o caso no Ministério Público.

Carla disse que tem uma filha de cinco anos e que há anos, a filha tem problemas respiratórios, erupção na pele, falta de apetite, irritação, fraqueza, dificuldades para dormir e inchaço nas pernas.

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A mãe acrescenta ainda que após várias consultas médicas e exames, ficou constatado que as causas dos problemas de saúde da criança são as aplicações de agrotóxicos nos viveiros do IEF – MG que fica no fundo de sua residência.

O laudo do médico Dr. Domingos Sávio Gomes afirma que as crises de congestão nasal e infecções das vias aéreas superiores  na criança acentua com uso de defensivos agrícolas – ROUNDUP / DECIS / BAYCIDAM / KUMULUS DF na vizinhança de sua casa. Carla relata que procurou o IEF mais nenhuma medida foi tomada por isso resolveu procurar o Ministério Público.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) considera a prática proibida em todo território nacional. Nenhum produto agrotóxico é registrado pela ANVISA para tal finalidade.

Ao Presidente Olegário Hoje, João José de Souza auxiliar ambiental e responsável pelo viveiro de mudas do IEF – MG informou que o órgão já recebeu a notificação do Ministério Público e que irá informar a promotoria dentro do prazo legal. João José acrescentou que o IEF devido aos problemas apresentados não utiliza mais produtos químicos nos canteiros de muda.

Produção

O IEF – MG produz mudas de eucalipto, nativas, arborização e frutíferas. São produzidas anualmente 1 milhão de mudas de eucalipto, 50 mil mudas nativas, 10 mil mudas de arborização e 10 mil mudas frutíferas. O órgão oferece 9 empregos diretos e 99% das mudas são doadas à órgãos públicos e produtores rurais.

 

12 comentários em “Mãe denuncia e Ministério Público notifica IEF por capina química

  1. Gostaria de esclarecer que só tomei esta atitude após 3 anos tentando conseguir ajuda pela conscientização, não denunciei antes porque estava preocupada com os trabalhadores do IEF, mas após várias crises graves, cheguei à conclusão de que não posso abrir mão da saúde dos meus filhos… Não tenho intenção de prejudicar ninguém, mas tenho a firme intenção de proteger meus filhos.

  2. Ta certinha Carla tem que denunciar mesmo a anos o IEF taca veneno nos canteiros de muda e nóis que mora perto é que sofremos com isso. A reportagem ficou legal agora vamo ver se eles realmente vão parar estamos de olho. Se aplicar chamamos o promotor e o presidente olegario hoje de novo pra mostrar.

  3. Certissima Carla com saúde não se brinca, esperamos que agora o IEF possa contribuir com a produção de mudas sem afetar a saúde das pessoas. Sabemos que muito importante a produção de mudas mas temos que proteger o meio ambiente e nossa saúde. Muito boa a matéria ficou tudo vem esclarecido na reportagem. Temos que ficar atentos caso continuar aplicando denuncie novamente.

  4. Ta mais que certo você de proteger sua familia com isso protege a todos nois. São atitudes como estas que melhoram as coisas na nossa cidade. Abraços

  5. Infelizmente o agrotóxico tomou conta consumimos isto todos os dias pois todo produto tem veneno. a você carla ta certinha tem zelar pela saúde da sua filha porque os órgãos públicos dão as costas para população. No caso da sua menina por exemplo da pra ver que vc paga particular so pelo laudo médico. Vc ainda teve condições de pagar agora imagina que não tem porque nossa saúde pública é uma vergonha.

    1. Exatamente Batista Planalto, você também tem razão porque quando minha filha tinha 2 aninhos levei ela de manhã ao Hospital sem nem dar banho porque ela estava muito mal, todas as pessoas no local passaram ela na frente porque viam o estado dela. Já o pediatra me disse: ela não tem nada, é só nariz entupido, pode levar pra casa e usar soro no nariz dela. Eu disse que ela não respirava e ele insistiu que ela estava bem. Então corri para Patos no pronto socorro e o Médico me disse que ela estava com 85% das vias respiratórias obstruídas por inchaço, por isso temos que apertar os cintos e pagar o tratamento, que não fica barato, a última consulta teve que ser em Uberlândia, só consulta e exames uns R$ 850,00. Deus abençoe todas as nossas crianças.

  6. A mais de um mês, o pessoal APAE de Presidente Olegário esta com bombas costais aplicando uma mistura de herbicidas pelas ruas de nossa cidade. Estranho a falta de conhecimento, pois o produto precisaria da orientação e receituário de um agrônomo e é destinado a uso na agricultura, não em perímetro urbano. É sabido também que, já que não havia chuvas no período e vegetais se encontravam e estresse hídrico, simplesmente jogaram os produtos fora ocorrendo o risco de intoxicação para os aplicantes e para o resto da população. Em relação ao IEF, é lamentável que uma instituição com a finalidade de zelar pelo meio ambiente não tenha feito o seu dever de casa.

    1. Também liguei várias vezes para a APAE e comentei sobre a proibição da ANVISA e no último contato, no dia da última aplicação na Rua Severino Mendes do Centro até o Parque, entorno do Parque e Poliesportivo (acredito que em preparo para embelezar a rua para a Festa da Produção) disse à secretária que me atendeu sobre a proibição e sobre o fato dos aplicantes não utilizarem EPI adequado e ela disse que eles usavam máscara, realmente usavam aquela máscara azul que compramos em casa de material de construção, quando na verdade o adequado é macacão impermeável que cobre todo o corpo e a máscara aquela que cobre toda a cabe e pescoço não deixando nenhuma área em do corpo em exposição.

  7. Parabéns pela iniciativa, Carla Galvão. Sua ação protege não apenas sua filha, mas a toda população de Presidente Olegário. Parabéns também ao Presidente Olegário Hoje pela reportagem e por abrir espaço aos comentários.

  8. Agradeço ao Sr. João Carlos Castilho e a todas as pessoas que me apoiam nesta longa e penosa luta pela saúde de todos nós, não é fácil assistir de perto uma criança passando muito mal e não podermos fazer quase nada, porque a medicação leva no mínimo uma semana para desobstruir as vias respiratórias e depois ainda vem as reações à própria medicação, que por ser muito agressiva acaba atacando o sistema nervoso central. Obrigada a todos pela compreensão.

  9. Os produtos usados na capina química são extremamente perigosos, mesmo no meio rural deve ser feitas sob condições de intenso controle, as pessoas que estão fazendo a aplicação devem estar usando todo o equipamento de proteção. Por isso nas cidades tem que ser proibido o uso, não tem como fazer o isolamento da área por pelo menos 24 horas como informado no receituário do produto.
    Esperamos que nossas autoridades se sensibilizem que aqui não é somente um mãe, um pai, protegendo a sua filha, que a questão é mais ampla é de saúde pública.
    Todos nós estamos correndo o risco da intoxicação principalmente as crianças que são mais vulneráveis, pois é feito o uso indiscriminadamente em toda cidade.

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