Júri Popular absolve homem por tentativa de homicídio em Lagoa Grande

Amanhã (22/08), senta no banco dos réus Cássio Pereira Amorim por tentativa de homicídio.

O Tribunal do Júri da Comarca de Presidente Olegário absolveu João Batista de Morais, de 43 anos na época do crime, acusado de ter dado um tiro em um homem, na Rua Getúlio Vargas, bairro Planalto em Lagoa Grande no dia 18 de maio de 2018 O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (21) e o caso era tratado como tentativa de homicídio. João respondia o processo em liberdade. 

O julgamento, iniciou às 9h no Fórum Deiró Eunápio Borges, com o Júri Popular formado por sete representantes da sociedade, sendo seis homens e uma mulher; e finalizou às 14h46min. O magistrado Dr. Manoel Carlos de Gouveia Soares Neto presidiu o júri. Foram ouvidas testemunhas, a vítima e o réu João Batista de Morais. Ao juiz, o denunciado confessou a autoria do crime. Ele foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado/motivo fútil. 

Conforme a denuncia do Ministério Público (MP), o denunciado e a vítima Divino Eterno Gonçalves dos Santos, 27 anos dia do crime, já haviam se desentendido em data pretérita, o que deixou questões mal resolvidas entre ambos, sendo que na data dos fatos, o denunciado pegou um revólver calibre 32 e foi em direção a vítima, enquanto esta carregava uma banca de sinuca e começou a efetuar diversos disparos contra a vítima, sendo que um tiro acertou a região torácica, sendo que a mesma foi socorrida e, em seguida, submetida á eficaz intervenção médica e sobreviveu.  

No júri de hoje (21/08), o promotor de Justiça Dr. Bruno Rossi atuou na acusação. Ele sustentou tese condenatória pela prática do crime de homicídio qualificado na modalidade tentada, nos exatos termos da decisão da denuncia e pronúncia.

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A defesa do denunciado, feita pelo advogado Dr. Francisco Massilon Borges Neto, por sua vez, sustentou as teses de absolvição (legítima defesa putativa), desclassificação para crime de competência do juízo togado, homicídio privilegiado e desistência voluntária.

Os jurados após os debates responderam sim aos quesitos da defesa e absolveram João Batista de Morais da acusação de tentativa de homicídio qualificado. Sendo assim, o juiz que presidiu o Conselho de Sentença Dr. Manoel Carlos de Gouveia Soares Neto e proferiu a sentença de absolvição do denunciado.

Ao Pohoje, o promotor de Justiça Dr. Bruno Rossi disse que vai decidir dentro do prazo legal se recorre da absolvição.

Quarto e último julgamento da segunda pauta do Júri de 2025 nesta sexta-feira 22 de agosto

Nesta sexta-feira (22), senta no banco dos réus Cássio Pereira Amorim, 31 anos, na data do crime. Ele será julgado por tentativa de homicídio qualificado contra a vítima Luiz Felipe Vaz Dias, de 26 anos, na ocasião. O crime aconteceu no dia 27 de janeiro de 2023, na Rua Adélio Canoa com a Rua Getúlio Vargas, bairro Planalto, em Lagoa Grande. 

Conforme a denuncia do Ministério Público (MP), Cássio efetuou três disparos de arma de fogo, contra Luiz, não tendo por circunstâncias alheias à sua vontade, ceifado a vida da vítima. Na ocasião ele fugiu e não foi encontrado. 

Ainda conforme a denuncia do MP, foi apurado, que dias anterior ao crime, a vítima e o denunciado tiveram um entrevero nas proximidades de um supermercado. Na referida ocasião, a vítima ameaçou o denunciado, sua ex-companheira e a filha. Após este episódio, Cássio, passou a portar um revólver .38, procurando uma oportunidade para se vingar da vítima.

No dia 27 de janeiro de 2023, o denunciado ao perceber que a vítima se encontrava em um bar, e aguardando momento oportuno sem que a vítima notasse, sacou o revólver calibre 38 e efetuou três disparos contra a vítima, sendo que um acertou um braço e outros dois disparos o rosto. Cássio evadiu do local em uma moto, acreditando que a mesma houvesse morrido.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital e sobreviveu. Realizada a instrução processual, o magistrado julgou procedente proferiu a decisão de pronúncia, e pronunciou  o acusado Cássio Pereira de Amorim por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, vingança e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa será feita pelo advogado Dr. Cássio David Araújo e Dra. Mariana Araújo Ferreira.

O réu aguarda o julgamento preso. Ele foi preso em novembro de 2024, quando foi cumprido um mandado de prisão expedido pela Justiça a pedido da Polícia Civil.

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