
“Oportunidades e desafios para a expansão agropecuária sustentável. Esse é o tema da 16ª Semana de Integração Tecnológica (SIT), iniciada dia 5 de maio, na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, Minas Gerais. O evento integra o calendário oficial da Embrapa de ações na Jornada pelo Clima da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30).
Branco Teodoro participou do IX Encontro de Barraginhas na 16ª SIT – *Compartilhamento de Vivências da Rede do Projeto Barraginhas* que está dentro da programação 16ª Semana de Integração Tecnológica (SIT), nesta terça-feira (06/05).
O IX Encontro de Barraginhas teve como um dos coordenadores/moderadores; Luciano Cordoval de Barros, ele é engenheiro agrônomo da Embrapa Milho e Sorgo – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – desde 1983, desenvolveu e coordena o projeto inédito de armazenamento de água de chuva em regiões semiáridas, batizado de Projeto Barraginhas. Iniciado em 1997, em Sete Lagoas (MG) – sede da Embrapa Milho e Sorgo – o projeto soma 15 prêmios e reconhecimentos ao longo dos anos.
Durante o evento, 11 palestrantes de várias partes do país falaram sobre o “Projeto Barraginhas”, implantado em seus respectivos municípios. Participaram ainda produtores rurais e Assentados; de Minas Gerais, Bahia, Espirito Santo, Rondônia e Distrito Federal.
As Barraginhas são pequenas bacias escavadas no solo com diâmetro de até 20 metros, tendo de 8 a 10 metros de raio e rampas suaves. São construídas dispersas nas propriedades com a função de captar enxurradas, controlando erosões e proporcionando a infiltração da água das chuvas no terreno. Assim, preservam o solo e promovem a recarga dos lençóis freáticos, que abastecem nascentes, córregos e rios.
As enxurradas causam erosão e transportam sedimentos para os córregos e rios, o que provoca assoreamento dos cursos d’água e pode ocasionar enchentes. O objetivo das Barraginhas é captar a água das enxurradas e permitir sua rápida infiltração, entre uma chuva e outra, para reabastecer o lençol freático, preservar o solo e aumentar a sustentabilidade hídrica. A elevação do lençol freático aumenta a disponibilidade de água nas cisternas, propicia o umedecimento das baixadas e até o surgimento de minadouros. Isso ajuda a amenizar os efeitos das estiagens e viabiliza a sustentação de lagos para criação de peixes e o cultivo de hortas, lavouras e pomares, gerando um clima de motivação entre os agricultores, e proporcionando mais trabalho e renda. A implantação desta tecnologia social ocorre com envolvimento dos produtores rurais, que participam de reuniões mobilizadoras e ficam aptos a indicar os locais das enxurradas onde devem ser construídas as Barraginhas.
O presidente da Câmara Municipal Branco Teodoro disse que após a participação no IX Encontro de Barraginhas na Embrapa vai buscar parceria com a Prefeitura, produtores rurais, Embrapa, SENAR e Sindicato Rural para implantação do projeto “Barraginhas” no município de Presidente Olegário. “O projeto é sustentável, barato e extremamente eficaz. Com a utilização das Barraginhas há um ganho significativo na questão ambiental, com a redução de pequenas erosões, por exemplo. Teremos ganhos na parte econômica também. Porque o projeto contribuirá na redução de custos para manutenção de estradas, além de proporcionar condições melhores para o escoamento da produção agropecuária”, disse Branco Teodoro.
Em Presidente Olegário, nas propriedades do senhor “Borges” que participou do IX Encontro de Barraginhas ele disse que as forte chuvas causaram erosões. “Iniciei uma uma capacitação à distância, como uma residência médica e foi evoluindo para construir Barraginhas. “Vou priorizar uma propriedade, para dominar a tecnologia, para depois atuar mais firme nas duas propriedades, e uma parceria será fundamental para implantar o projeto no município”, disse o produtor rural.
Colaboraram: Assessoria de Comunicação da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, Minas Gerais; e Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Presidente Olegário.





































