
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, por unanimidade, na noite desta terça-feira (26/05), o reajuste nas tarifas de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O aumento foi impactado pelos custos com transmissão e aquisição de energia, além do pagamento dos componentes financeiros referentes ao ciclo tarifário vigente e ao anterior.
O reajuste médio será de 6,5%, sendo 9,43% em média para consumidores de alta tensão e 5,21% para os consumidores residenciais. As novas tarifas começam a vigorar a partir de amanhã (28/05).
Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com o reajuste tarifário anual aprovado pela Aneel para os consumidores atendidos pela Cemig.
Na avaliação da Fiemg, o impacto é ainda mais preocupante para o setor industrial, diante do aumento de 9,43% nas tarifas de alta tensão é mais que o dobro da inflação acumulada no período, que foi de 4,39%.
Alexandre Ramos, presidente da Cemig, disse a jornalistas, nesta terça-feira (26), que a companhia vai buscar mecanismos para reduzir a tarifa para o consumidor em Minas Gerais e mitigar o impacto do reajuste anual.
“A Cemig não tem o poder de atuação em relação a esse índice pré-estabelecido, mas nós iniciaremos uma série de ações no sentido de reduzir a tarifa de energia elétrica no Estado de Minas Gerais”, afirmou Ramos.
Segundo ele, o governo de Minas Gerais avalia a possibilidade de reduzir a carga tributária sobre a conta de energia. Hoje, 35% da tarifa de energia referem-se a tributos, 37% à transmissão de energia, e 28% ao valor da energia em si.
Estamos estudando o que pode ser feito em relação à parte tributária e outros artifícios legais e infralegais que nós podemos, como grupo, aplicar para reduzir o impacto no valor a ser pago pelo consumidor final”, acrescentou.
Com informações de Cibelle Bouças, Valor Econômico – Belo Horizonte.














