
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigou uma tentativa de homicídio registrada no dia 7 de junho deste ano, na Fazenda Barroca, zona rural de Lagamar, e indiciou o investigado por tentativa de homicídio triplamente qualificado.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Presidente Olegário, o crime ocorreu durante uma confraternização na propriedade rural. Após um desentendimento motivado por uma questão considerada fútil, o investigado, de 22 anos, dirigiu-se à barraca onde a vítima, também de 22 anos, dormia, despejou gasolina sobre a estrutura e ateou fogo.
Ainda segundo a Polícia Civil, testemunhas chegaram a alertar o suspeito sobre o risco da ação, mas ele insistiu em acionar um isqueiro até provocar o incêndio. As chamas atingiram a vítima, que sofreu queimaduras graves em diversas partes do corpo.
O homicídio somente não foi consumado devido à rápida intervenção de pessoas que estavam no local. Elas conseguiram controlar o fogo, prestar os primeiros socorros e encaminhar a vítima para atendimento médico especializado.
Durante a investigação, foram colhidos o depoimento da vítima, oitivas de testemunhas, laudos periciais e documentação médica. Conforme a PCMG, as provas reunidas comprovaram a materialidade do crime e apontaram robustos indícios de autoria.
A Polícia Civil também concluiu que o uso de gasolina e fogo em um ambiente fechado colocou em risco não apenas a vítima, mas outras pessoas presentes na residência. Por esse motivo, o investigado foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificado, pelas qualificadoras de motivo fútil, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A vítima permanece internada no Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), em Patos de Minas, onde segue sob cuidados médicos devido à gravidade das queimaduras.
Concluído o inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que adotará as providências legais cabíveis.
O que dizem os advogados da vítima e do investigado após a conclusão do inquérito e o indiciamento
O advogado da vítima e de seus familiares, Dr. Thiago Alves Lima, afirmou que, apesar da dor ainda vivenciada pela família, a conclusão do inquérito policial e o indiciamento do investigado representam um passo relevante na busca pela responsabilização pelo crime bárbaro sofrido.
Segundo o advogado, a defesa continuará acompanhando de perto o andamento do caso perante o Ministério Público e o Poder Judiciário, confiante de que haverá a integral apuração dos fatos e a devida responsabilização, na forma da lei.
Já a defesa do investigado, representada pelo advogado Dr. Cássio David Araújo, informou ter recebido com serenidade a decisão da autoridade policial. O defensor ressaltou que o indiciamento é um ato próprio da fase investigativa e não constitui juízo definitivo de culpa nem antecipa eventual condenação.
Conforme a manifestação, a defesa respeita o trabalho realizado pela Polícia Civil, mas entende que os fatos ainda serão analisados pelo Ministério Público e, posteriormente, pelo Poder Judiciário, ocasião em que pretende apresentar os elementos jurídicos e probatórios que sustentam a tese defensiva.
O advogado também informou que, em respeito ao sigilo dos autos e ao regular andamento do processo, não fará comentários sobre o mérito neste momento, reiterando sua confiança na Justiça, no devido processo legal.
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