
Durante os trabalhos policiais, foi apreendido o celular utilizado pelo investigado. O aparelho será submetido à perícia técnica para extração e análise de dados relevantes às apurações.
Entenda
A medida foi deferida pelo Poder Judiciário após representação da Polícia Civil, com base em elementos que indicam que o investigado, proprietário do imóvel alugado à vítima, teria se aproveitado da relação de dependência habitacional para ameaçá-la e coagi-la, com o objetivo de obter vantagens de natureza sexual.
Conforme apurado, o investigado utilizava meios digitais para constranger a vítima e praticar a extorsão, insinuando represálias relacionadas com o contrato de locação caso suas exigências sexuais não fossem atendidas.
A Justiça ainda deferiu medidas protetivas de urgência, determinando que o investigado não mantenha qualquer tipo de contato com a vítima, seja de forma presencial ou por meios virtuais, a fim de garantir a sua integridade física e psicológica.
As investigações seguem em andamento, com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos e verificar a eventual existência de outras vítimas.
Sextorsão
A expressão sextorsão decorre da aglutinação de duas expressões, sexo e extorsão, significando uma forma de exploração sexual – cujo instrumento utilizado é uma relação assimétrica de poder – na qual uma pessoa é constrangida à prática sexual ou pornografia, em troca da preservação de sigilo de imagem, vídeo ou correlatos da vítima em nudez ou durante a relação sexual.













