
A “Lista Suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com nomes de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão foi atualizada nesta quarta-feira (9), com 155 novas pessoas físicas (patrões) e jurídicas (empresas). Agora, a relação conta com 745 nomes.
O estado de Minas Gerais segue liderando o ranking no Brasil. Minas é responsável por 159 dos 745 nomes divulgados, número que corresponde a 21% do total.
Agora, a relação conta com 745 nomes. Do total de novos empregadores inseridos, 18 foram em razão de trabalho análogo à escravidão em atividades domésticas.
- Criação de bovinos (21);
- Cultivo de café (20);
- Trabalho doméstico (18);
- Produção de carvão vegetal (10);
- Extração de minerais diversos (7).
Entre os citados está as Fazendas JB e Andrequice, zona rural de Presidente Olegário com 7 trabalhadores (inclusão 05/10/2023). Também está a Fazenda Carla Alebisa empregador AJ Consultoria Agroambiental Eirelli, Rodovia354, Km 144, quatro trabalhadores envolvidos (inclusão 05/10/2024).

A atualização da lista é realizada semestralmente e tem como objetivo dar transparência aos atos administrativos que decorrem das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os nomes dos empregadores só são adicionados ao cadastro após a conclusão do processo administrativo que julgou o caso, com uma decisão sem possibilidade de recurso.
Além disso, cada nome permanece publicado por um período de dois anos. Por isso, nesta atualização de abril, foram excluídos 2 nomes de proprietários de fazendas no município de Presidente Olegário que já completaram esse tempo de publicação. Clique aqui e veja a “Lista Suja” com 745 nomes.
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa no Sistema Ipê, sistema lançado em 15 de maio 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Sistema Ipê é o único sistema exclusivo para recebimento de denúncias de trabalho análogo à escravidão e integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.
Colaboraram: G1 e Ministério do Trabalho e Emprego.













