O excesso de chuvas prejudicou lavouras de milho no municÃpio de Presidente Olegário. O produtor João Marçal Pereira plantou no começo de dezembro de 2021, 150 hectares de milho da safra verão, próximo ao perÃmetro urbano.Â
Como todos os agricultores está sempre de olho do céu esperando chuva, mas para essa safra a quantidade de água foi muito além do que ele imaginava. “Vei muita chuva e atrapalhou para cuidar da lavoura a chuva prejudicou muito”, disse o agricultou João Marçal Pereira.
Na propriedade de Mauri Marra Queiroz, na região da Ponte Grande, por exemplo, o milho foi plantado mais cedo e as espigas estão bem granadas. Mas o temporal derrubou parte da plantação, que seria colhida daqui quase dois meses. “A chuva vei com excesso derrubou muito, hora que vem com a máquina não consegue pegar as que deitou. Até achamos que pegava tudo, mas depois que o milho deitou vimos que não da conta”, disse o agricultor.Â
O volume de água da chuva nos primeiros dez dias de janeiro, passou de 100 milÃmetros por dia segundo o  Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (IN MET) e os produtores já estimam perda de produtividade. Clique aqui e veja a reportagem do Globo Rural.
Segundo o extensionista da Emater/MG, Eduardo Humberto Pereira o volume da chuva em Presidente Olegário foi 4 vezes superior ao mesmo perÃodo do janeiro passado. “O milho é uma planta muito sensÃvel. Precisa de luz, precisa de temperatura. Nós ficamos umas duas semanas com muita nebulosidade, a temperatura mais amena e isso afetou muito o ciclo do milho e vai dar uma atrasada no perÃodo de condução dele”, diz o extensionista, Eduardo Humberto Pereira.
O que dá um pouco de ânimo é o preço do grão que se mantém em alta no mercado, chegando a R$ 100 a saca. “O preço é bom, e a gente fica bem animado”, disse João Marçal Pereira.
Fonte: Paulo Barbosa/G1/Fotos: EmÃlio Braga/Reprodução Globo Rural.