
Clientes que se dizem vítimas do golpe relataram que faziam um contrato de aluguel de carro, com a promessa de que, ao final do período, poderiam pegar o dinheiro de volta ou trocar o carro por um mais novo e renovar o contrato.
O local onde era a sede da locadora em Hortolândia/SP está vazio, sem portão e com sinais de abandono, como móveis e documentos revirados. Já as páginas da locadora nas redes sociais estão desativadas.
A advogada Kethiley Fioravante, que presta serviços a algumas dessas supostas vítimas, explica que o sistema de cashback é comum, mas que o percentual de retorno oferecido nesse caso era mais alto do que o habitual. Ela afirma que entrou com ação na Justiça para bloqueio de bens da empresa e rescisão dos contratos.
O Pohoje conversou com uma vítima do golpe e a mesma disse que até o fechamento da reportagem em Presidente Olegário 33 pessoas já tinha relatado do golpe aplicado pela locadora. As vítimas de Presidente Olegário tiveram prejuízo de R$ 1.155.000,00, em contrato com empresa de aluguel de carros RT&T. Eles estão entrando na Justiça através de advogados com ação para bloqueio de bens da empresa e rescisão dos contratos.
De acordo com as vítimas de Presidente Olegário o número de clientes que caíram no golpe no município pode ser maior, uma vez que as mesmas ainda não registraram ocorrência policial ou não entraram com ação na Justiça. Ainda segundo as vítimas foi feito contato com representante da empresa em Presidente Olegário e região, porém o mesmo não atende ligações.
O Pohoje teve acesso ao inquérito da Polícia Civil da cidade de Hortolândia, o mesmo aponta que já é possível constatar que existem centenas de pessoas que foram vítimas da empresa investigada em diversos Estados do país.
O esquema criminoso montado pela empresa é complexo, envolvendo várias empresas e pessoas físicas, que se utilizavam de promessas de lucros fáceis para atrair centenas de clientes e investidores, além do fato de cooptar com promessas de comissão as próprias vítimas para
divulgar e atrair cada vez mais outras vítimas para que o sistema criminoso se sustentasse.

O grupo criminoso atuava em várias cidades e há indícios da pratica de vários crimes, e envolvimento de pelo menos 08 pessoas já identificadas que trabalhavam para o Grupo Criminoso, inclusive recebendo dinheiro das vítimas nas suas próprias contas bancárias, o que demonstram sua participação na atividade criminosa.
Dono alega ameaças
A suspeita é de que o dono, o empresário Carlos Roberto da Costa Reis, tenha fugido e aplicado um golpe em seus clientes, não se sabe ainda o paradeiro dele, mas em vídeo divulgado pelo próprio empresário, ele diz que fugiu por estar sendo ameaçado de morte.
Colaborou: G1 Campinas e Região.

















