Operação Fragmento contra o tráfico de drogas prende oito pessoas em Patos de Minas e região; uma prisão ocorreu em Presidente Olegário

Ação conjunta da Polícia Civil e Militar cumpriu 22 mandados de busca e de prisão; servidor de hospital público também é investigado após apreensão de medicamentos.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em ação conjunta com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Fragmento, voltada ao combate ao tráfico de drogas em Patos de Minas e municípios da região. A operação foi acompanhada pelo delegado regional de Patos de Minas, Luis Mauro Sampaio Pereira; pelo delegado de Polícia Dr. Érico Henrique Resende Rodovalho; e pelo comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM), tenente-coronel Anderson de Pinho Santos.

Em Presidente Olegário, um investigado foi preso durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva no bairro Andrezina Pinheiro. Durante as buscas em Presidente Olegário, os policiais apreenderam aparelhos celulares e agendas, materiais que serão analisados no decorrer das investigações.

De acordo com o delegado, Dr. Érico Henrique Resende Rodovalho, o principal alvo da operação, apontado como fornecedor de drogas para traficantes de Patos de Minas e de municípios vizinhos, foi preso em Patos de Minas. As demais prisões ocorreram em Patos de Minas, Presidente Olegário e Rio Paranaíba.

Segundo o delegado, as investigações identificaram que um servidor público que trabalha em um hospital público em Patos de Minas já teria armazenado armas de fogo para o principal investigado, que também é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.

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Durante o cumprimento dos mandados em Patos de Minas, os policiais encontraram, no imóvel do servidor público, medicamentos em ampolas, incluindo produtos de uso controlado.

O delegado ressaltou que a possível irregularidade envolvendo os medicamentos não fazia parte da investigação inicial, que estava concentrada no combate ao tráfico de drogas. A descoberta ocorreu durante as buscas. A direção do hospital público foi acionada e compareceu à delegacia. A Polícia Civil instaurou diligências para esclarecer a origem dos produtos e as circunstâncias em que foram obtidos.

Oito pessoas foram presas durante a operação

A Operação Fragmento resultou na prisão de oito pessoas, sendo cinco em cumprimento a mandados de prisão preventiva e outras três em flagrante delito.

Das cinco prisões preventivas, quatro ocorreram em Patos de Minas e uma em Presidente Olegário, no bairro Andrezina Pinheiro. Já as três prisões em flagrante foram registradas em Patos de Minas, com duas ocorrências, e em Rio Paranaíba, onde houve uma prisão.

Entre os indivíduos presos por ordem judicial estão quatro homens, de 28, 38, 35 e 30 anos, e uma mulher, de 29 anos. Conforme explicado pelo delegado, a mulher é suspeita de auxiliar o principal investigado em atividades relacionadas à lavagem de dinheiro.

Além das prisões, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, distribuídos da seguinte forma:

  • Patos de Minas: 11 mandados;
  • Presidente Olegário: 3 mandados;
  • Rio Paranaíba: 2 mandados;
  • Lagoa Grande: 1 mandado.

Durante as diligências, as equipes apreenderam um revólver calibre .32, 21 munições, 135 comprimidos de Nobésio, conhecido popularmente como rebite, 87 ampolas de medicamentos não controlados, cinco ampolas de medicamentos de uso controlado, uma balança de precisão e dez aparelhos celulares.

Fornecedor abastecia traficantes de cidades da região

Conforme a Polícia Civil, a investigação foi desenvolvida ao longo dos últimos meses e identificou uma estrutura organizada para aquisição, armazenamento, transporte e distribuição de drogas e armas de fogo.

O principal alvo da operação é apontado como fornecedor de entorpecentes para outros traficantes, que realizavam a comercialização na ponta da cadeia do tráfico. A atuação do grupo alcançava Patos de Minas, Presidente Olegário, Lagoa Grande, Lagamar, Rio Paranaíba e João Pinheiro, além de outros municípios circunvizinhos.

O delegado ressaltou que a operação teve como objetivo atingir não apenas os vendedores de drogas, mas também os fornecedores e as pessoas responsáveis por funções de apoio, como armazenamento e transporte dos entorpecentes.

Segundo ele, criminosos também utilizam pessoas sem envolvimento anterior com atividades criminosas para exercer essas funções, dificultando a identificação da estrutura de distribuição.

A investigação também busca identificar e atingir o patrimônio adquirido com recursos provenientes de atividades ilícitas, especialmente por meio de possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

O nome da operação, Fragmento, faz referência ao método investigativo utilizado pela Polícia Civil, que reuniu informações, denúncias e dados inicialmente isolados para reconstruir a estrutura e o funcionamento da organização criminosa.

Os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia técnica e deverão subsidiar os próximos desdobramentos do inquérito policial. As investigações continuam sob sigilo para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre o patrimônio e as atividades do grupo.

Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais.

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