
Segundo o registro policial, a situação começou após uma cobrança de R$ 50, relacionada a um programa sexual. A suspeita teria comparecido à residência da vítima para cobrar o valor. Conforme o relato, o homem afirmou que não havia combinado o pagamento diretamente com ela e pediu que deixasse o local.
Durante a discussão, a vítima teria utilizado uma mangueira para jogar água sobre a mulher. Ainda segundo o registro, um cão da raça rottweiler, que estava próximo ao portão, teria tentado avançar contra a suspeita.
Na tentativa de evitar a aproximação do animal, a vítima teria se virado para fechar o portão. Nesse momento, conforme o relato policial, a mulher pegou uma garrafa de cerveja vazia que estava na calçada e atingiu a cabeça do homem, causando um ferimento com sangramento.
Na sequência, os dois entraram em luta corporal. Segundo o registro, a suspeita teria subtraído da vítima uma jaqueta, um smartphone iPhone 8 Mini, a chave do portão da residência e R$ 50 em dinheiro.
A vítima solicitou a devolução dos pertences, mas, conforme relatado aos policiais, a mulher teria afirmado que ficaria com os objetos como forma de pagamento. A Polícia Militar foi acionada e iniciou o rastreamento da suspeita.
Durante o atendimento, a mulher relatou aos militares que havia realizado um programa sexual com o tio da vítima e que teria recebido R$ 50, embora alegasse que o valor combinado seria de R$ 100. Segundo ela, teria retornado ao endereço para cobrar os R$ 50 restantes.
O tio da vítima confirmou aos policiais que havia realizado o programa e efetuado o pagamento de R$ 50, mas relatou que a suspeita teria passado a comparecer à residência do sobrinho para exigir dinheiro.
A equipe da Polícia Militar localizou a suspeita em sua residência. De acordo com o registro, os policiais encontraram com ela os objetos levados durante a ocorrência. Os bens foram recuperados e devolvidos à vítima.
A vítima e a suspeita foram encaminhadas ao Hospital Municipal Darci José Fernandes para atendimento médico e posteriormente liberadas.
Prisão em flagrante foi ratificada
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a mulher, de 28 anos, foi ouvida na quarta-feira (9), por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital, e teve a prisão em flagrante ratificada pelo crime de roubo.
Ainda conforme a PCMG, após os procedimentos, ela foi encaminhada ao Sistema Prisional, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Justiça converte prisão em preventiva
O juiz de Direito das Garantias, Dr. Miller Freire de Carvalho, homologou, nesta sexta-feira (11), a prisão em flagrante e converteu a custódia da mulher em prisão preventiva, além de negar o pedido de liberdade provisória.
Na decisão, o magistrado considerou presentes indícios suficientes de autoria e materialidade e entendeu que a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública, levando em consideração o histórico criminal da investigada e o risco de reiteração de condutas ilícitas.













