
Moradora de Brasília (DF) e filha do olegariense Valdinei Oliveira, Izabella encerrou a competição com uma medalha de ouro no kumite por equipes e duas medalhas de bronze, conquistadas no kata por equipes e no kumite individual.
Após disputar o Campeonato Mundial, a atleta revelou que a rotina de treinos continua intensa, mesmo com uma leve redução na carga de preparação. Segundo ela, a busca pelo alto rendimento exige disciplina diária.
“Os treinos continuam bem intensos. Diminuíram um pouco em relação ao período de preparação para o Mundial, mas sigo treinando praticamente todos os dias, descansando apenas às sextas-feiras e aos domingos”, destacou.
Izabella explica que tanto as competições nacionais quanto as internacionais apresentam elevado nível técnico, embora o Mundial reúna uma competitividade ainda maior.
“A diferença é muito grande. O nível dos atletas é altíssimo em ambos, mas no Mundial a competitividade é ainda maior. Algumas regras e critérios de arbitragem mudam, porém tanto o Mundial quanto o Nacional exigem muita preparação”, afirmou.
Antes de entrar na área de competição, a jovem admite sentir o nervosismo natural das disputas, mas diz encontrar tranquilidade na fé.
“Nos minutos antes da luta o nervosismo realmente aparece. Procuro não pensar em nada, faço uma oração bem baixinha, entrego tudo nas mãos de Deus e entro focada em dar o meu melhor.”
Mesmo com uma agenda intensa de treinamentos e competições, Izabella consegue conciliar a carreira esportiva com os estudos.
“Exige muita organização e disciplina, mas consigo conciliar os treinos com a escola e os demais compromissos.”
O calendário da atleta também é movimentado. Segundo ela, a temporada costuma ter mais de dez competições, com meses em que chegam a ocorrer dois campeonatos.
Convocada para a Seleção Brasileira de Karatê, Izabella comemora a oportunidade de representar o país ainda tão jovem. Nas competições nacionais, ela defende o Distrito Federal.
“É um sentimento de muito orgulho e gratidão. Sei que cheguei até aqui graças à dedicação e por nunca ter desistido dos meus objetivos. Acima de tudo, agradeço a Deus, porque sem Ele eu nem teria começado essa caminhada. Representar a Seleção Brasileira aos 15 anos é a realização de um sonho.”
O próximo grande desafio da karateca será o Campeonato Pan-Americano, previsto para o fim deste ano, no estado do Pará. Já a tão sonhada faixa preta deverá ser conquistada no fim de 2027, quando completar o tempo mínimo exigido como faixa marrom. Até lá, a atleta segue focada em evoluir e levar o nome do Brasil e de sua família a novos pódios.























