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Supremo suspende pagamento de bolsa a pescadores

Cerca de 363 famílias de Presidente Olegário não vão receber o benefício Pagamento começaria na segunda (11), governo alegou ser preciso recadastrar beneficiários para evitar fraudes.
Vista do Rio da Prata/Presidente Olegário/Foto: Maira Raimundo
Vista do Rio da Prata/Presidente Olegário/Foto: Maira Raimundo

O Supremo Tribunal Federal (STF), através do presidente Ricardo Lewandowski, suspendeu nesta quinta-feira (7) o pagamento aos pescadores do seguro-defeso (bolsa pescador), benefício previdenciário concedido pelo governo durante o período de proibição da pesca. A liminar derruba um decreto legislativo aprovado em dezembro pelo Congresso que garantia aos pescadores o pagamento.

Numa decisão liminar (provisória), que ainda deverá ser confirmada ou rejeitada pelo plenário da Corte, Lewandowski atendeu a um pedido do governo para manter suspenso o defeso por 120 dias e, assim, o pagamento aos pescadores afetados pela medida. O julgamento em plenário deverá ocorrer em fevereiro.

Conforme a própria ação apresentada nesta quarta pela presidente Dilma Rousseff, o pagamento do benefício traria um impacto de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos, que seriam pagos a partir da próxima segunda-feira (11), além de outros R$ 3 milhões em custos operacionais. Em Presidente Olegário cerca de 363 famílias não vão receber o benefício.

Cada pescador beneficiado com o seguro-defeso recebe um salário mínimo mensal por até cinco meses como forma de compensação pelo período de proibição da pesca artesanal.

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Originalmente, o defeso foi suspenso por uma portaria dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, que foi posteriormente derrubada pelo decreto do Congresso.

Na ação, o governo alega “incerteza” em relação aos destinatários do benefício, alegando ser necessário realizar um recadastramento dos pescadores para evitar fraudes no recebimento. Além disso, argumentou ser preciso reavaliar o período para a preservação dos peixes.

Em sua decisão, Lewandowski disse que “não se sustenta” a alegação de que a suspensão foi feita com “fim fiscal”. “Se o defeso, segundo os técnicos, não deve persistir por não mais atender ao fim a que se destina, o recebimento do seguro também passa a ser indevido, ensejando a sua manutenção indevida, em tese, uma lesão ao erário”, justificou o ministro.

Na ação, o governo argumentou que “o período de recrutamento de uma determinada espécie pode mudar de um ano para o outro devido a alterações climáticas ou outras variações ambientais”. “Dessa forma, faz-se necessária uma revisão periódica de normas que instituíram períodos de defeso, para que estes não percam totalmente a sua finalidade”, completou.

Segundo o Ministério da Agricultura, a liberação da pesca não causaria impacto no meio ambiente. Deputados contrários à portaria, porém, argumentaram que a liberação da pesca no período reprodutivo poderia comprometer a produção pesqueira no futuro.

Na ação, o governo diz que o decreto do Congresso invadiu competência do Executivo e que, com a ação, não está afrontando um direito ao benefício dos pescadores, mas garantindo o livre exercício de sua atividade.

Acesse o portal da Transparência e veja a lista de beneficiados no município de Presidente Olegário

Fonte: G1

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