
A PolÃcia Civil do Distrito Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (17), sete pessoas por participar de uma quadrilha de roubos, furtos e receptação de veÃculos. As prisões aconteceram na capital brasileira e na cidade de Lagoa Grande, Noroeste de Minas. Faz parte da Operação “Ala Fox”.
Em BrasÃlia foi preso o Cabo do Exercito Wolfgang Vicente de Paulo, 23 anos, dois detentos do semiaberto do Centro de Progressão Provisória (CPP), Josué Soares dos Santos, 40 anos, Valdeir Montalvão da Silva, 32 anos. No grupo também havia um ex-interno do CPP, Homero Eustáquio de Paiva, 53 anos, responsável por receptar e negociar os carros. Já Cláudio Barbosa dos Santos Junior, 27 anos, é quem praticava os assaltos a mão armada e repassava os carros para outros.
Em Lagoa Grande, Noroeste de Minas foram presos Wendel de Carvalho Rocha, 25 anos, e Ricardo Guimarães Teixeira, 40 anos. Na ação, também foram apreendidos pelo menos dez veÃculos suspeitos de produto de crime, os quais estavam com os criminosos.
Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Roubos e Furtos de VeÃculos (DRFV), Marco Aurélio VergÃlio, o trio articulava os crimes de dentro da cadeia e executava ao sair para trabalhar pela manhã.
Os crimes ocorriam nas asas Norte e Sul, Sudoeste, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante e Taguatinga. Segundo a corporação, após terem os sinais identificadores alterados, os veÃculos eram transportados para cidades do interior de Minas Gerais e Mato Grosso.
Um dos homens que recebia os veÃculos e enviava a outras unidades da federação era Wendel de Carvalho Rocha, 25 anos. O esquema revela que ele também providenciava a adulteração dos carros. O principal receptador, Ricardo Guimarães Teixeira, 40 anos, negociava os valores de venda a pessoas interessadas. Ricardo também tem residência em Confresa (MT).
A quadrilha tinha como preferência picapes e caminhonetes. “São veÃculos que têm mais procura no interior das cidades. Esses locais praticamente não têm fiscalização, então são vendidos facilmente.â€, disse o delegado Marco Aurélio VergÃlio.
Os veÃculos alvo dos crimes eram revendidos entre R$ 1 mil e R$ 12 mil. As caminhonetes adulteradas eram vendidas por cerca de R$ 10 mil. Já carros populares custavam R$ 5 mil.
Os suspeitos vão responder por crimes como associação criminosa (com pena de 1 a 3 anos de prisão), receptação (com pena de 1 a 4 anos de prisão), adulteração de sinal identificador de veÃculo automotor (com pena de 3 a 6 anos de prisão), furto qualificado (com pena de 2 a 8 anos de prisão) e roubo circunstanciado (com pena de 4 a 10 anos de prisão, podendo ser aumentado em até 50%).
Colaboração: Isabella Calzolari/G1 do Distrito Federal – Isa Stacciarini – Correio Brasiliense



















