Lagoa Grande: professores da Escola Estadual Santa Terezinha aderem a greve

Cerca de mil alunos ficam sem aula por tempo indeterminado.
Professores da Escola E. Santa Terezinha de Lagoa Grande
Professores da Escola E. Santa Terezinha de Lagoa Grande

Os professores da Escola Estadual Santa Terezinha em Lagoa Grande, Noroeste de Minas, aderiram a greve por tempo indeterminado convocada no dia 11 deste mês pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) em todo o Estado de Minas Gerais.

De acordo com  Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), a categoria reivindica quitação do 13º salário de 2019, propostas de pagamento do piso salarial e o cumprimento do repasse de 25% da receita corrente líquida do estado para a educação, o que não teria sido cumprido no ano passado pelo Governo de Minas, entre outras cobranças.

Na Escola Estadual Santa Terezinha 26 professores aderiram ao movimento grevista nesta quarta-feira (19), a greve deixa cerca de mil alunos sem aula por tempo indeterminado.

Até o fechamento da reportagem a Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Patos de Minas composta por 14 municípios, não tinha atualizada os números da greve.

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O Pohoje entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), que se posicionou sobre os pedidos da categoria.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) respeita o direito constitucional de greve dos servidores da Educação do Estado e reitera que tem mantido um diálogo franco e aberto com representantes sindicais. Várias agendas foram realizadas, ao longo de 2019, com os representantes das entidades sindicais e do Governo do Estado nas quais assuntos da área da educação foram debatidos. A SEE/MG reforça que os canais de diálogos continuarão abertos para que as reivindicações da categoria possam ser apresentadas e debatidas. 

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informa, também, que vem recebendo e dialogando com representantes dos sindicatos de todas as categorias. Até o momento, 70% dos servidores da Educação receberam o 13° salário integral. Para concluir o pagamento e pôr fim ao parcelamento de salários por seis meses, o Governo do Estado conta com a operação financeira do nióbio.

A Seplag informa ainda que a remuneração inicial na rede estadual é de R$ 2.135,64 para a carga horária vigente de 24 horas semanais. Considerando a proporcionalidade sobre o valor do vencimento básico, equivale a R$ 3.304,23 para uma jornada de 40 horas, atendendo à legislação nacional. Além disso, em 2019, foram aplicados em educação 25,32% da receita de tributos e impostos arrecadados, índice superior ao estabelecido pela Constituição Federal.

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