Morte de idoso não foi suicídio. Saiba quem matou pra roubar

Um caso que parecia ser suicídio teve uma reviravolta e a Polícia Civil descobriu que um casal matou o idoso. A morte de Adélio Francisco Sobrinho “Adélio Capucho”, de 84 anos, aconteceu no dia 14 de junho, área rural de Lagoa Grande, Noroeste de Minas.

Lourayne Alves Mariano e Jeovani dos Reis da Silva, ambos 22 anos, naturais de Lagoa Grande foram presos depois que a Polícia Civil desconfiou da história e perícia constatou que o senhor Adélio não tinha ceifado sua própria vida.

O então suicídio aconteceu na Fazenda Malhada da Serra. Logo quando a PM chegou, os policiais teriam sido acionados e registraram o caso como auto extermínio. A morte parecia estar esclarecida.

Desconfiança

Como de praxe em todos os crimes contra a vida, uma equipe da Policia Civil vai até o local e os policiais começaram a checar o que tinha sido contado. Poucos dias, a equipe de investigação desconfiou e descobriu que, na verdade, o senhor Adélio Capucho tinha sido morto pelo casal para roubar R$ 290.

Segundo o delegado Dr. Vinicius Volf Vaz com o auxílio dos peritos criminais  foi constatado que a morte poderia ter ocorrido de forma violenta. Além disso, o idoso estava com hematona na cabeça e tinha sido rastado pela casa. Adélio foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML), o exame feito pelo médico legista apontou que o ferimento na cabeça não provocou a morte e sim o enforcamento com um cordão.

No local tinha vidro do armário quebrado, presença de tijolo próximo a vítima, cômodos da casa revirados e o cordão amarrado no pescoço da vítima não correspondia com nenhuma roupa ou calçado da vítima.

De acordo com o delegado uma mulher teria ido na casa da vítima e essa mulher foi identificada sendo a Lourayne e foi localizado um par de chinelo dela na casa.

“Coincidentemente no dia 19 de junho de 2018, Lourayne e Jeovani foram presos em flagrante por suspeita de furto em uma residência de uma vítima de 68 anos de idade em Lagoa Grande. Após serem confrontadas provas até então obtidas Lourayne confessou a assassinato do idoso”, declarou Dr. Vinicius Volf Vaz.

O delegado disse que Lourayane confirmou que combinou com Jeovani para roubarem a vítima, sendo que ela iria distrair senhor Adélio. “Jeovani acertou a vítima com um tijolo, que não desmaiou e Jeovani deu uma gravata no idoso até desmaiar”, relatou Lourayne ao delegado.

Ainda segundo o delegado a mulher ficou com medo da vitima lhe reconhecer e teve a ideia de amarrar a vítima pelo pescoço e simular um suicídio. Adélio Capucho foi morto por enforcamento e foi amarrado em um armário.

O casal roubou R$ 290 do bolso da vítima e gastou na compra de drogas. Lourayne e Jeovani, segundo a Polícia Civil, tem passagens por diversos crimes e agora vão responder por latrocínio que é roubo seguido de morte e fraude em processual. Eles estão presos no presídio de Presidente Olegário.

Colaborou: repórter Paulo Barbosa/globo.

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