Anvisa aprova, por unanimidade, uso da maconha como medicamento

Aprovação foi comemorada pelo pai do garoto Arthur Thiago de Presidente Olegário que necessita do tratamento
Foto:  Arquivo da Família
Foto: Arquivo da Família

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (14), por unanimidade, a reclassificação do canabidiol (CBD)  como medicamento de uso controlado e não mais como substância proibida. A decisão foi tomada durante reunião da diretoria colegiada na sede da agência, em Brasília.

O canabidiol é um dos 480 compostos da maconha. Extraído do caule e das folhas da planta, a substância não é psicoativa nem tóxica. O que promove o efeito alucinógeno é o tetraidrocanabinol (THC), substrato da resina e da flor da cannabis sativa (maconha). É ele o responsável pela alteração de raciocínio, lapsos de memória, perda cognitiva e dependência.

Nos Estados Unidos, o composto é liberado em 21 estados, como suplemento alimentar. Sob a forma de pasta, cristais, spray ou gotas, o canabidiol é vendido em farmácias de manipulação ou diretamente com fabricantes.

Os diretores também ressaltaram que a reclassificação abre caminho para que as famílias que fazem uso do canabidiol não continuem a agir na ilegalidade ou por fazer uso de uma substância proibida, além de abrir caminho para mais pesquisas.

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Caso em Presidente Olegário

A decisão foi comemorada pelo analista de negócios, Warley Venâncio Thiago, 30 anos, de Presidente Olegário seu filho Arthur Thiago de 3 anos e 8 meses, precisa do medicamento para o tratamento. “Finalmente, uma sensação de alivio e esperança depois de muitas angústias e incertezas” disse Warley Venâncio.

Arthur Thiago é portador da síndrome genética rara cardiofaciocutânea. Entre os sintomas da doença, estão as crises convulsivas de difícil controle que fizeram Arthur regredir no aprendizado — hoje, ele não fala, não sorri e não anda.

O pai visivelmente feliz com a decisão parabenizou a todos que lutaram pela causa. “Agradeço especialmente a duas pessoas que me incentivaram e me devolveram a esperança e a vontade de continuar lutando pela vida do meu filho, Katiele Bortoli e Norberto Fischer, muito obrigado”, comemorou o pai.

“Eu fiquei sabendo do tratamento através do canabidiol através de reportagem exibida no Fantástico onde mostrava a recuperação da Anny filha de Katiele e Norberto, a matéria mostrou a recuperação da garotinha, a partir daí tornamos amigos e comecei a importar o medicamento” declarou Warley.

O analista conta que a família começou a importar o canabidiol de maneira ilegal. “Agora poderemos fazer o tratamento do meu filho e de todas as pessoas que necessitam do medicamento dentro da legalidade. Espero que, no futuro, o Arthur tenha melhor qualidade de vida e eu possa ouvi-lo a me chamar de pai”, concluiu emocionado Warley Venâncio.

Foto - Warley Venâncio e seu filho Arthur/Arquivo da Família/

Foto – Warley Venâncio e seu filho Arthur/Arquivo da Família/

Foto: /divulgação Agência Brasil -

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